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O desafio de planejar 2022 em um Brasil sem contêineres

Estabelecer estratégias é uma prática comum e decisiva para o comércio exterior, no entanto, em um cenário de escassez de contêineres, planejamentos para 2022 podem ser ainda mais desafiadores

Ketheleen Oliveira

IDEIACOMM

DigiComex

29 de outubro de 2021 - 15:29

Por Alexandre Gera*

A crise mundial causada pela pandemia da Covid-19 e a corrida da retomada econômica após o início da vacinação turbinaram os problemas logísticos ao redor do mundo. Isso porque, após um longo período de retração, empresas de todo o globo tem gerado uma demanda maior do que a capacidade de transportar os produtos.

O caso mais recente e notório envolve a Coca-Cola. Em uma rede profissional, o diretor de logística global da marca, Alan Smith, afirmou estar usando navios graneleiros, uma vez que a empresa de bebidas não conseguiu os contêineres e o espaço de carga necessários. Para se ter uma ideia, de acordo com dados divulgados pelo portal de notícias G1, somente no Brasil, foram registrados cerca de 1,5 milhão de contêineres no Porto de Santos, o maior do país, no primeiro semestre de 2021. O número representa uma movimentação maior do que a registrada em 2019, antes da pandemia.

Se considerarmos apenas o setor de rochas ornamentais, por exemplo, houve um crescimento expressivo. De janeiro a junho deste ano, foram exportados US$ 572 milhões. É o melhor primeiro semestre dos últimos cinco anos. No entanto, o crescimento de demandas acaba atrasando o envio e mercadorias pelos portos, visto a escassez de contêineres, como no caso da Coca-Cola.

A reportagem da Globo apontou, ainda, que 100 mil sacas de café deixam de ser embarcadas nos portos capixabas. Em entrevista, o presidente do Centro do Comércio de Café, Márcio Cândido Ferreira, explicou que houve uma distribuição de contêineres não ordenada. O que acabou criando para os países exportadores de commodities, como o Brasil, uma crise no abastecimento.

O papel da tecnologia no apoio ao comex

Diante desse cenário de incertezas e inseguranças para a área de comércio exterior, exportadores, importadores e prestadores de serviços de comércio exterior no Brasil enfrentam um dilema sobre seus softwares de gestão e estratégias. Será que eles vão acompanhar toda essa mudança de forma rápida e com custos viáveis?

Muitos já conhecem as respostas, uma vez que a maioria dos softwares disponíveis no mercado foram desenvolvidos há décadas e as tecnologias usadas não permitem acompanhar com rapidez e baixo custo essas mudanças. Deste modo, buscar por um sistema atualizado, que faz controle e acompanhamento em real time, conectando toda a cadeia de clientes, fornecedores e parceiros para averiguar desde o pedido de compra ou venda até a chegada da mercadoria final, se torna indispensável. É possível, com isso, dar suporte a todos os setores da empresa de acordo com suas demandas.

Estratégias de comércio exterior para 2022 

Para finalizar, fica o questionamento a respeito do planejamento do comércio exterior, em um dos anos mais imprevisíveis da história.  Com toda certeza, não se trata de uma missão impossível, visto que é possível contar com o apoio de tecnologias e softwares que foram desenvolvidos e apoiam empresas de comex “costurando todas essas pontas e processos”. Com isso, cria-se um ambiente inovador de gestão, tornando mais simples desenvolver estratégias claras, objetivas e previsíveis.

Vale reforçar que os resultados que estão sendo planejados agora serão refletidos nos negócios somente daqui seis meses. Desta forma, a solução ideal é optar por softwares que sejam flexíveis e aderentes com as estratégias exclusivas de cada empresa, entregando mudanças e resultados rápidos e exatos para reduzir custos, riscos e tempo.

*Alexandre Gera é co-founder e CEO do DigiComex. O executivo conta com mais de 25 anos de experiência no segmento de softwares de comex, incluindo passagens pela Vastera (ex Bergen), Softway (atual Thomson Reuters) e Sonda IT com o aplicativo SAP-CE.

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