no faro da notícia

Artigo: A excelência no ensino

Apesar da importância do tema, escolas têm o desafio de conciliar qualidade e quantidade

Bianca Bispo

IDEIACOMM

PlayPen | ECJ

03 de dezembro de 2021 - 18:01

Por Sean Quinn*

Há muito tempo o inglês consolidou-se como um idioma universal, sendo, portanto, o conhecimento do idioma considerado um diferencial estratégico na seleção de entrevistas profissionais e acadêmicas. Mas, nos últimos anos, o surgimento de novos canais de comunicação, bem como a facilitação do acesso a trabalho e estudo em outros países trouxeram uma maior integração entre as nações, tornando o domínio da língua inglesa uma necessidade. Em resumo, é imprescindível saber se comunicar em inglês. Neste sentido, ganhou destaque o ensino bilíngue, que oferece uma ampla vivência ao estudante proporcionando a ele oportunidades de aprendizagem por meio da cultura, ambientação e experiências diárias.

Diferentemente das escolas internacionais, que utilizam o currículo e a proposta pedagógica de um país de língua inglesa, as escolas bilíngues têm uma vantagem competitiva exclusiva que é o oferecimento do projeto pedagógico com currículo nacional e internacional integrados. Desta forma, ao concluir as três primeiras etapas do ensino, os estudantes saem preparados para oportunidades acadêmicas e profissionais no país ou exterior.

A ampla oferta de ensino do inglês, seja por meio de escolas de idiomas, internacionais ou bilíngues, ainda gera dúvidas quanto ao melhor método de aprendizagem e, principalmente, em relação à excelência do ensino. Dessa forma, a conciliação entre qualidade e quantidade é vista com ceticismo, uma vez que são percebidas como antagônicas e, por consequência, difíceis de serem trabalhadas em conjunto pelas escolas bilíngues.

Qualidade e quantidade em sintonia
A excelência no ensino bilíngue é, certamente, um dos principais diferenciais de qualquer unidade de ensino. Entretanto, para alcançar esse reconhecimento é necessário investimentos constantes em diversas frentes, como pedagógicas e de infraestrutura. Todavia, quando se fala em desafios a serem superados para proporcionar aos estudantes um conteúdo de valor que agregue e amplie seu arcabouço linguístico e cultural, a quantidade se coloca como um dos maiores obstáculos a se superar.

Essencialmente, o ensino bilíngue é um investimento e, assim como os outros, precisar ser sustentável economicamente. Porém, é preciso cuidado na adoção de estratégias de ampliação, pois o aumento expressivo do número de estudantes atendidos, sem um planejamento prévio, pode comprometer toda a excelência e metodologia de ensino. A aplicação do projeto pedagógico, assim como as experiências proporcionadas no ambiente extrassala que permitem aos estudantes aprenderem inglês, não só do ponto de vista linguístico, mas também acadêmico, exigem um olhar mais personalizado para cada aluno.

Por isso, ambos os conceitos precisam ser trabalhados em conjunto. Ou seja, é preciso planejar estratégias de crescimento, mas sem deixar de priorizar a excelência na educação. E isso deve ser realizado observando, ainda, o corpo técnico profissional das escolas, uma vez que professores e educadores possuem um papel central no alto desempenho dos alunos e, deste modo, devem receber investimentos contínuos em treinamentos e capacitações.

O conceito boutique na educação bilíngue
Uma tendência de empreendimento que vem crescendo muito nos últimos anos é a de negócios boutiques. O modelo consiste em atender menos clientes com o objetivo de oferecer um serviço mais personalizado e de qualidade. A ideia de ofertar um serviço mais customizado chegou ao ensino bilíngue, em que o público-alvo demanda experiências únicas e inovadoras.

Assim, na disputa pela atenção do público, a oferta de um ensino singularizado, baseado em um conceito de customização, tornou-se um dos principais diferenciais competitivos. É preciso compreender, também, que as escolas bilíngues possuem uma responsabilidade que vai além de apenas ensinar a língua inglesa, envolvendo desde práticas de aprendizagem a aspectos culturais e sociais.

A experiência proporcionada aos alunos no ambiente de ensino visa a formação de indivíduos bilíngues, éticos, sócio atuantes e dotados de capacidade de reflexão, visão crítica, bem como a competência para atuar em ambientes multiculturais. Por isso, é indispensável que os centros de ensino sejam personalizados para trabalharem as habilidades pessoais dos alunos, impulsionando, assim, o desempenho de cada um deles de forma efetiva.

Por fim, escolas bilíngues que almejam serem reconhecidas pela qualidade de seus processos de aprendizagem precisam, inevitavelmente, priorizar a excelência acadêmica sobre todos os demais fatores. A entrega de conteúdo de valor e experiências transformadoras que estimulem a produção do saber são referenciais positivos importantes e indispensáveis nessa modalidade da educação.

*Sean Quinn é Diretor Geral na PlayPen | ECJ, escola pioneira no ensino bilíngue no Brasil.

Pautas relacionadas

Cartórios podem regularizar CPFs de crianças para cadastro e vacinação contra a Covid-19

Cartórios podem regularizar CPFs de crianças para cadastro e vacinação contra a Covid-19    Mais de 3.5 mil unidades em todo o país podem realizar a inscrição da 1ª via de CPF e a emissão de 2ª via desses documentos a menores que precisam do documento    A vacinação de crianças de 5 a 11 […]

Elaine Brazão

Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais - Arpen-Brasil

1 semana atrás

Artigo: Como garantir uma real inovação para o comex brasileiro?

Por Alexandre Gera* Não há como negar, a tecnologia tem reinventado todas as esferas da economia. Quando pensamos no segmento do comércio exterior, exportadores, importadores e prestadores de serviços, incluindo os desenvolvedores de software, que praticamente viraram commodities de tantas opções que são ofertadas no mercado, apontam novas tecnologias como fatores cruciais para diversas mudanças na […]

Ketheleen Oliveira

DigiComex

1 semana atrás

Certificação COVID SAFE auxilia hotelaria na adoção de medidas de prevenção à Ômicron

Com o avanço da vacinação contra a COVID-19 – aproximadamente 70% da população brasileira vacinada – as medidas de proteção em relação ao vírus foram ficando menos restritivas e mais preventivas. Porém, com a disseminação da variante Ômicron, altamente contagiosa, e o contínuo recorde de casos no mundo, ficou claro que a prevenção não deve […]

Andrezza Hernandes Rodrigues

APCER

1 semana atrás

  • Todos
  • Economia
  • Justiça
  • Outros
  • Política

Resultado Total: 0

Digite o assunto para exibirmos as pautas relacionadas